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Edição nº 17 - setembro/outubro de 2004


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  O dia em que o “Rei” esteve entre nós


No mês em que o mundo celebrou o aniversário de morte de Elvis Presley, o paranaense Edson Galhardi, especialistas em covers do astro norte-americano, emocionou a platéia brasiliense e comprovou a força do maior cantor de rock n´roll de todos os tempos

Quando o tema do filme “2001 – Uma Odisséia no Espaço” começou a tocar no El Coyote Draft (localizado no Terraço Shopping), no dia 7 de agosto passado, uma expectativa tomou conta das centenas de pessoas que aguardavam, ansiosas, a chega do “Rei”.
Foi então que, pouco antes de meia-noite, o improvável aconteceu na Capital da República. Elvis Presley, o maior cantor do rock de todos os tempos, não estava morto como se supunha desde o dia 16 de agosto de 1977. Ele estava ali, imortalizado no palco e ainda encantando as pessoas com sua voz, estilo e carisma inconfundíveis.
Vestido com um impecável macacão branco, bordado com pedras que desenhavam uma Phoenix vermelha, ostentando o cabelo preto com o topete e as costeletas características, o paranaense Edson Galhardi abriu o show cantando All Shook Up. Dali em diante, as 17 músicas que se seguiram fizeram o público (principalmente o feminino) delirar pelo simples fato de imaginar que estavam, de certa forma, diante do maior cantor de rock n´ roll da história.
Edson Galhardi, 35 anos, faz parte da incalculável legião de fãs de Elvis Presley em todo o mundo. Entretanto, este paranaense, que hoje vive em São Paulo, não se contentou em apenas colecionar discos, filmes, dvds e outros souvenirs ligados ao cantor norte-americano. Ele foi mais longe e, desde 1999, ganha a vida fazendo shows cover de Elvis pelo país.
“ Comecei a ouvir Elvis com 12 anos e aos 17 fiz minha primeira apresentação, no Show de Calouros do Silvio Santos. Acabei reprovado pela Aracy de Almeida, mas não desisti e hoje vivo exclusivamente dos meus shows”, orgulha-se Edson, que se apresenta como “o melhor cover de Elvis Presley do Brasil”.
A reportagem da revista Iate acompanhou o show que Edson Galhardi fez em Brasília e constatou de perto que o fenômeno Elvis Presley ainda hoje, quase 30 anos depois de sua morte, é capaz de emocionar pessoas de todas as idades.
Ao longo dos 18 anos de carreira, Edson Galhardi já perdeu as contas de quantos shows fez. Mais de mil pelos seus cálculos. E alguns deles são inesquecíveis. “No ano passado, fiz um show em Natal, em uma exposição, para 12 mil pessoas. Montamos todo um esquema parecido com o que Elvis usava, com batedores da Polícia Militar escoltando o carro, e passamos no meio das pessoas. Elas ficavam loucas, batendo no vidro do carro e gritando “Elvis, Elvis”, lembrou Edson. “Quando subi no palco e vi toda aquela multidão, senti um arrepio enorme. Demorei umas três musicas para me acalmar e foi um dos shows que mais me marcaram na carreira”, recordou o cantor.
De fato, quando está no palco, Edson Galhardi empolga. Dono de um bom humor e de um vasto conhecimento sobre a vida e obra do “Rei”, o paranaense utiliza trajes especiais em seus shows. Ele já tem 54 modelos, todos réplicas das roupas de Elvis, sendo que a última que tem cravejada pedras austríacas, do mesmo tipo que o astro norte-americano usava em suas roupas.
Quando cantava músicas românticas (Love Me Tender era uma das pedidas), Elvis costumava distribuir echarpes (tipo de cachecol) às mulheres, que em geral vinham acompanhas de um singelo beijo na boca. Elvis Presley se divertia e as felizardas iam à loucura.
Edson Galhardi também distribui as echarpes. Só que os beijos são mais ingênuos. “O Elvis beijava na boca. Eu não. Mas teve uma vez, em Santa Catarina, que uma fã subiu no palco e me deu um beijo na boca. O namorado dela ficou uma fera. Queria partir para a briga e só não fez isso porque o segurança, que era meu amigo, não deixou.”
A sensação de receber o presente é narrada por Kátia Monteiro, 30 anos. “Quando ele colocou a echarpe no meu pescoço, me emocionei muito. Foi como se eu tivesse recebido do próprio Elvis, porque ele (Edson) consegue passar toda essa energia no palco”, contou Kátia.
O show no Terraço Shopping, promovido pela “Irmandade Estradeira”, um grupo de motocilistas da cidade, foi a segunda apresentação de Edson Galhardi em Brasília. Mas o sucesso foi tão grande que um replay deve acontecer ainda este ano.

Os interessados em saber mais sobre o trabalho de Edson Galhardi podem acessar o site www.elvispresleycover.com - contatos para shows pelos telefones (11) 9364-5667 ou (11) 3256-8282

Elvis do Cerrado

O biólogo Saulo Marques de Abreu Andrade, 31 anos, ganha a vida dando aulas na Faculdades da Terra de Brasília e no laboratório de ecologia da Universidade de Brasília. Mas o estudo e a dedicação que ele tem pela natureza dividem espaço com outra paixão: um tal de Elvis Presley.
“ comecei a curtir Elvis há uns 20 anos. Em 1998, teve um tributo ao rock na UnB e um amigo me chamou para fazer um show lá imitando o Elvis. Foi a primeira vez que eu me vesti como Elvis Presley e de lá pra cá nunca mais parei”, lembrou o professor/cantor, que hoje se apresenta com a banda Mustang 65 pelos palcos da cidade.
Para Saulo, a vida e a obra de Elvis Presley marcaram de tal forma a cultura mundial que jamais existirá outra pessoa como o cantor norte-americano. “Ele representa a melhor coisa da vida que é a música”, afirma o cover. “O que eu tenho de amor pela música eu devo ao Elvis. Depois dele, aprendi a gostar de outras coisas. Mas meu cantor preferido continua sendo Elvis Presley e vai continuar assim para sempre”, explicou.

Contatos para shows de Saulo e a banda Mustang 65 pelos telefones 9298-4701 ou 9675-5915 (com George).



 

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