No mês em que o mundo celebrou o aniversário
de morte de Elvis Presley, o paranaense Edson Galhardi,
especialistas em covers do astro norte-americano, emocionou
a platéia brasiliense e comprovou a força
do maior cantor de rock n´roll de todos os tempos
Quando o tema do filme “2001 – Uma Odisséia
no Espaço” começou a tocar no El
Coyote Draft (localizado no Terraço Shopping),
no dia 7 de agosto passado, uma expectativa tomou conta
das centenas de pessoas que aguardavam, ansiosas, a chega
do “Rei”.
Foi então que, pouco antes de meia-noite, o improvável
aconteceu na Capital da República. Elvis Presley,
o maior cantor do rock de todos os tempos, não
estava morto como se supunha desde o dia 16 de agosto
de 1977. Ele estava ali, imortalizado no palco e ainda
encantando as pessoas com sua voz, estilo e carisma inconfundíveis.
Vestido com um impecável macacão branco,
bordado com pedras que desenhavam uma Phoenix vermelha,
ostentando o cabelo preto com o topete e as costeletas
características, o paranaense Edson Galhardi abriu
o show cantando All Shook Up. Dali em diante, as 17 músicas
que se seguiram fizeram o público (principalmente
o feminino) delirar pelo simples fato de imaginar que
estavam, de certa forma, diante do maior cantor de rock
n´ roll da história.
Edson Galhardi, 35 anos, faz parte da incalculável
legião de fãs de Elvis Presley em todo
o mundo. Entretanto, este paranaense, que hoje vive em
São Paulo, não se contentou em apenas colecionar
discos, filmes, dvds e outros souvenirs ligados ao cantor
norte-americano. Ele foi mais longe e, desde 1999, ganha
a vida fazendo shows cover de Elvis pelo país.
“
Comecei a ouvir Elvis com 12 anos e aos 17 fiz minha
primeira apresentação, no Show de Calouros
do Silvio Santos. Acabei reprovado pela Aracy de Almeida,
mas não desisti e hoje vivo exclusivamente dos
meus shows”, orgulha-se Edson, que se apresenta
como “o melhor cover de Elvis Presley do Brasil”.
A reportagem da revista Iate acompanhou o show que Edson
Galhardi fez em Brasília e constatou de perto
que o fenômeno Elvis Presley ainda hoje, quase
30 anos depois de sua morte, é capaz de emocionar
pessoas de todas as idades.
Ao longo dos 18 anos de carreira, Edson Galhardi já perdeu
as contas de quantos shows fez. Mais de mil pelos seus
cálculos. E alguns deles são inesquecíveis. “No
ano passado, fiz um show em Natal, em uma exposição,
para 12 mil pessoas. Montamos todo um esquema parecido
com o que Elvis usava, com batedores da Polícia
Militar escoltando o carro, e passamos no meio das pessoas.
Elas ficavam loucas, batendo no vidro do carro e gritando “Elvis,
Elvis”, lembrou Edson. “Quando subi no palco
e vi toda aquela multidão, senti um arrepio enorme.
Demorei umas três musicas para me acalmar e foi
um dos shows que mais me marcaram na carreira”,
recordou o cantor.
De fato, quando está no palco, Edson Galhardi
empolga. Dono de um bom humor e de um vasto conhecimento
sobre a vida e obra do “Rei”, o paranaense
utiliza trajes especiais em seus shows. Ele já tem
54 modelos, todos réplicas das roupas de Elvis,
sendo que a última que tem cravejada pedras austríacas,
do mesmo tipo que o astro norte-americano usava em suas
roupas.
Quando cantava músicas românticas (Love
Me Tender era uma das pedidas), Elvis costumava distribuir
echarpes (tipo de cachecol) às mulheres, que em
geral vinham acompanhas de um singelo beijo na boca.
Elvis Presley se divertia e as felizardas iam à loucura.
Edson Galhardi também distribui as echarpes. Só que
os beijos são mais ingênuos. “O Elvis
beijava na boca. Eu não. Mas teve uma vez, em
Santa Catarina, que uma fã subiu no palco e me
deu um beijo na boca. O namorado dela ficou uma fera.
Queria partir para a briga e só não fez
isso porque o segurança, que era meu amigo, não
deixou.”
A sensação de receber o presente é narrada
por Kátia Monteiro, 30 anos. “Quando ele
colocou a echarpe no meu pescoço, me emocionei
muito. Foi como se eu tivesse recebido do próprio
Elvis, porque ele (Edson) consegue passar toda essa energia
no palco”, contou Kátia.
O show no Terraço Shopping, promovido pela “Irmandade
Estradeira”, um grupo de motocilistas da cidade,
foi a segunda apresentação de Edson Galhardi
em Brasília. Mas o sucesso foi tão grande
que um replay deve acontecer ainda este ano.
Os interessados em saber mais sobre o trabalho de Edson
Galhardi podem acessar o site www.elvispresleycover.com
- contatos para shows pelos telefones (11) 9364-5667
ou (11) 3256-8282
Elvis do Cerrado
O biólogo Saulo Marques de Abreu Andrade, 31
anos, ganha a vida dando aulas na Faculdades da Terra
de Brasília e no laboratório de ecologia
da Universidade de Brasília. Mas o estudo e a
dedicação que ele tem pela natureza dividem
espaço com outra paixão: um tal de Elvis
Presley.
“
comecei a curtir Elvis há uns 20 anos. Em 1998,
teve um tributo ao rock na UnB e um amigo me chamou para
fazer um show lá imitando o Elvis. Foi a primeira
vez que eu me vesti como Elvis Presley e de lá pra
cá nunca mais parei”, lembrou o professor/cantor,
que hoje se apresenta com a banda Mustang 65 pelos palcos
da cidade.
Para Saulo, a vida e a obra de Elvis Presley marcaram
de tal forma a cultura mundial que jamais existirá outra
pessoa como o cantor norte-americano. “Ele representa
a melhor coisa da vida que é a música”,
afirma o cover. “O que eu tenho de amor pela música
eu devo ao Elvis. Depois dele, aprendi a gostar de outras
coisas. Mas meu cantor preferido continua sendo Elvis
Presley e vai continuar assim para sempre”, explicou.
Contatos para shows de Saulo e a banda Mustang 65 pelos
telefones 9298-4701 ou 9675-5915 (com George).
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