São Paulo sagra-se campeão
do Torneio Rio – São Paulo. Competição
envolveu cerca de 130 sócios e deve acontecer
duas vezes por ano a partir de agora
Não é por simples capricho que o Iate Clube
de Brasília mantém sempre verdinhos seus
três campos de futebol (um oficial e dois soçaites).
Aqui, a bola rola praticamente todos os finais de semana
e a modalidade ocupa posição de destaque
na preferência dos Iatistas.
E para confirmar a paixão dos sócios pelo
futebol, o primeiro semestre de 2004 foi marcado pela disputa
de uma grande competição interna, que movimentou
o clube por várias semanas. O Torneio Rio – São
Paulo, encerrado no dia 10 de julho, foi um sucesso e surpreendeu
até mesmo o Diretor de Esportes Terrestres Coletivos,
Quinho.
Ele contou que as inscrições foram abertas
um mês antes do início do torneio, que começou
no final de abril, e que em pouco tempo o limite foi atingido. “Nós
conseguimos mais de 140 inscritos. Sinceramente, não
esperava tanta procura por parte dos sócios. Acho
que o mais legal desse Rio – São Paulo é que
o campeonato foi disputado exclusivamente por sócios.
Não teve ninguém de fora e a única
exceção que a gente abriu neste sentido foi
para goleiros, porque não é fácil
no Iate encontrar oito pessoas que joguem nesta posição”,
explicou Quinho.
Outra preocupação do Diretor foi organizar
o evento de tal forma que qualquer tipo de panelinha fosse
descartada. “Houve um sorteio para determinar quem
jogaria em qual time e com isso não houve qualquer
possibilidade da panelinha acontecer”, ressaltou
Quinho.
Com um número recorde de atletas e todas as regras
respeitadas, os jogadores foram divididos entre os clubes
(Botafogo, Vasco, Fluminense, Flamengo, São Paulo,
Palmeiras, Santos e Corinthians) e o torneio enfim começou.
Coincidência ou não, o fato foi que na competição
do Iate, assim como ocorre no Campeonato Brasileiro, os
times cariocas não tiveram muita sorte. Duas equipes
paulistas decidiram o troféu e, ao final, o caneco
acabou ficando com o São Paulo.
Depois de ter vencido o Palmeiras no primeiro confronto
da decisão por 4 x 1, o tricolor paulista apenas
precisou administrar a vantagem na segunda partida. O Palmeiras
ainda conseguiu a vitória por 4 x 3 no confronto
final, mas como precisava vencer por uma diferença
maior de gols, o título acabou ficando com o São
Paulo.
O sucesso da competição foi tão grande,
que Quinho pretende organizar outro torneio ainda este
ano. “A cobrança do sócio é para
que tenhamos dois torneios desse tipo por ano porque o
sucesso foi enorme. Para outubro, a idéia é fazer
o 2º Torneio Rio – São Paulo e a tendência é fazer
dois torneios grandes por ano daqui para frente.”
O Iate parabeniza todos os jogadores do Torneio Rio – São
Paulo e ressalta que os parceiros que apoiaram as equipes
foram fundamentais para o sucesso da competição.
Esperamos que essa parceria continue nas próximas
competições. Os times foram patrocinados
pelas seguintes empresas: Botafogo – Big Box; Corinthians – Joke;
São Paulo – Submore; Santos – Companhia
do Futebol; Palmeiras – Fiorella; Fluminense – Natureba;
Vasco – Marelli Ambientes; Flamengo – Slavieiro.
Gols e talento reconhecido
Ser campeão do Torneio Rio – São Paulo
não foi suficiente para a equipe do São Paulo.
O time terminou a competição com dois de
seus atletas em posição de destaque: Pablo
Crispim foi o artilheiro, com 15 gols, e Hudson Pereira
foi eleito o melhor jogador do torneio.
Marcar gols sempre é o objetivo de qualquer atacante.
E neste sentido Pablo sentiu-se realizado por 15 vezes
durante a competição. Estudante de administração,
Pablo, 23 anos, começou a jogar bola quando tinha
9 anos, freqüentando a escolinha do Iate. Nunca mais
parou.
Aos 17 anos, chegou a fazer um teste no União São
João de Araras, em São Paulo, mas como não
foi aprovado, desistiu de seguir carreira como profissional.
Mas continuou praticando o esporte e hoje joga constantemente
no Iate e na equipe do UniCeub.
“O Torneio Rio – São Paulo foi muito bom. As equipes estavam
bem parecidas em nível técnico, todas muito competitivas e os jogos
eram sempre bastante equilibrados”, elogiou o artilheiro, que apóia
a idéia do torneio ser realizado duas vezes por ano. “É uma
boa idéia. Dá para quem gosta jogar mais e com isso todo mundo
pega mais ritmo”, explicou |