Encontrar no Iate alguém para estampar nessa coluna
não é tarefa complicada. Pelo contrário.
Quem caminha pelo clube encontra sempre belas sócias
e convidadas. Em agosto descobrimos uma menina que é a
simpatia em pessoa e que com seu sorriso fácil
encanta e surpreende quem a conhece. Aos 16 anos, Marcella
Curvello Fioravanti aparenta, à primeira vista,
ser uma jovem tímida. Mas ao conhecê-la,
percebe-se rapidamente que essa linda Iatista é super
descontraída e tem muito mais que um rosto bonito.
Mesmo com a pouca idade, Marcella já sabe exatamente
o que quer. Seu objetivo é fazer faculdade de
Direito e Ciências Políticas. E para conseguir
equilíbrio, Marcella troca a academia, local preferido
das meninas de sua idade, pelas aulas de ioga, que pratica
há seis meses. Quando vem ao Iate, esta bela garota
gosta de usar as piscinas e tomar sol com as amigas.
Tá explicado porque a nossa orla é uma
das mais procuradas da capital.
Marcella
Curvello Fioravanti
 
Perfil de um Iatista
Uma história contada por Antonio Cunha
Não é á toa que, na maioria das
situações, ser o primeiro é sempre
sinônimo de prestígio. E no Iate, poder
orgulhar-se de carregar, literalmente, o número
um é um mérito que cabe apenas ao senhor
Antônio Augusto Barcellos da Cunha, conhecido entre
os amigos como “Cunha”.
Aos 81 anos, este gaúcho de Pelotas, que morou
vários anos no Rio de Janeiro e chegou a Brasília
em janeiro de 1960, é parte viva da história
do Iate Clube. Seu título é o número
0001 e, como fundador do Iate, Seu Cunha, casado com
Terezinha Cunha, pai de seis filhos, avô de 21
netos e bisavô de cinco bisnetos, foi a primeira
pessoa que assinou a ata da reunião que lavrou
a origem do Iate, no dia 5 de abril de 1960. Foi esse
contro memorável que iniciou, oficialmente, a
história de nosso clube.
Ao longo de todos os anos de convivência com o
Iate, Antônio Cunha guarda várias histórias
na memória. E uma delas, ocupa lugar especial. “Em
1961, o então diretor da Departamento de Turismo
(Detur) me pediu para que nós, do Iate, nos engajássemos
de organizar um evento que pudesse ser apresentado a
um grupo de pessoas que estavam em Brasília para
uma convenção de turismo”, recordou
o sócio número um. Antônio Cunha
e os companheiros de clube, então, teveram a idéia
de homenagear uma pessoa que estava intimamente ligada à história
de Brasília.
“
Como estava próximo do aniversário do sonho
de Dom Bosco (o religioso teve a visão em que
profetizou a construção de Brasília
na noite de 29 de agosto de 1883), conversei com o padre
da igreja Dom Bosco para que nos ajudasse a fazer uma
procissão náutica em homenagem a Dom Bosco
por sua visão de Brasília. Me lembro que
no dia da procissão, os barcos, poucos e quase
todos do Iate, saíram aqui do clube levando a
estátua de Dom Bosco, foram até a Ermida
Dom Bosco e depois retornaram ao clube. A partir daí,
essa procissão náutica se tornou uma tradição
e até hoje é realizada, sendo parte do
calendário de comemorações oficiais
de Brasília”, lembrou o pioneiro Antônio
Cunha.
Quando caminha pelo clube hoje em dia, e percebe como
o Iate cresceu, Antônio Cunha enche-se de orgulho.
Com tantas obras espalhadas pelo campus, ele não
se esquece até hoje da primeira construção
que foi realizada aqui. “A primeira ação
de obra do Iate foi uma guarita de madeira para abrigar
o porteiro que tomava conta do terreno onde seria construído
o clube. O nome dele era Sr. Mário e nossa intenção
foi dar um pouco mais de conforto a ele, já que
o sol e a chuva incomodavam bastante e ele tinha que
trabalhar se protegendo apenas com um guarda-chuva”,
contou o fundador. Histórias de quem viveu momentos
inesquecíveis no Iate e hoje segue freqüentando
o clube e admirando-se com o que vê.
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